“Poderia jurar que você seria como uma passagem apenas de ida, pra sei lá onde. Poderia afirmar pra mim mesma, que a nossa história tem um fim, sempre que discutimos. Mas vem você, com esse seu jeito manso, cuidadoso e que sabe como “domar” a fera, e me convence, e me faz ver, o quanto te amo, cada dia mais. Te cuido, te quero, te desejo. Me encanto, me descubro, e não me enxergo sem você.”
— Mais um clichê,
Hopessly. (via
reflorindo)
“Ah, se já perdemos a noção da hora. Se juntos já jogamos tudo fora. Me conta agora como hei de partir. Ah, se ao te conhecer. Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios. Rompi com o mundo, queimei meus navios. Me diz pra onde é que ainda posso ir. Se nós nas travessuras das noites eternas. Já confundimos tanto as nossas pernas. Diz com que pernas eu devo seguir. Se entornaste a nossa sorte pelo chão. Se na bagunça do teu coração. Meu sangue errou de veia e se perdeu. Como, se na desordem do armário embutido. Meu paletó enlaça o teu vestido. E o meu sapato inda pisa no teu. Como, se nos amamos feito dois pagãos. Teus seios ainda estão nas minhas mãos. Me explica com que cara eu vou sair. Não, acho que estás te fazendo de tonta. Te dei meus olhos pra tomares conta. Agora conta como hei de partir?”
—
Chico Buarque. (via
reflorindo)
“
Eu só queria que tu soubesse que eu não vou sair de você. Vou me grudar nas tuas músicas, colar nos teus filmes, dar as caras nos personagens dos teus livros, aparecer de surpresa nas suas conversas com outras pessoas, inevitavelmente você vai me comparar com todo mundo e, por fim, vai perceber que não tem melhor que eu. Vai enfiar sua língua em outras bocas pra me esquecer, vai se agarrar com alguém pelos banheiros pra não lembrar de mim, vai virar cinco doses seguidas de tequila e mesmo assim isso não vai te dar a capacidade de sequer confundir meu nome com outro. Vou permanecer nos seus beijos, amassos, ressacas, vômitos e dores de cabeça. Você querendo ou não.
Juro, não vou sair de você.”
—
Vinícius Kretek (via
inverbos)
“Eu não sei, mas acho que a gente olha e pensa: “Quero pra mim”. Mas dá um frio na barriga, um tremor, um medo de depender de alguém, de sofrer, de escolher errado, de lutar por algo que não vale a pena. Porque o coração nem sempre é mocinho. Foi por isso que corri, tentei fugir, mas quando tem que ser, não adianta, será.”
—
Caio Fernando (via
lovells)
“Nem sempre faço o certo, sei disso. Tenho as minhas neuras, loucuras, tosquices, animalices, ironias, tolices, surtos imaginativos fantasiosos perturbadores. Mas eu sinto, sabe? Sinto muito as coisas. Tudo, todos. Mesmo que eu tente esconder, mesmo que eu tente não me mostrar. Mesmo que eu disfarce. Eu sinto tudo demais. E é por isso que às vezes as coisas doem tanto. Mesmo que eu fique muda. Porque, apesar de parecer, nem tudo eu falo, muito eu guardo.”
—
Clarissa Corrêa. (via
recuperarte)
“Não adianta chegar mais com vontade de sair. Não adianta bater na porta se não quer entrar. Não adianta falar que vai ficar mais com vontade de ir. Assim como não adianta falar que ama, se não pretende ficar.”
—
Fernanda G. (via
inverbos)